Jesus Cristo, o Salvador

Jesus (0 – 33 d.C)

É a figura central do cristianismo. Para a maioria dos cristãos Jesus Cristo, é a encarnação de Deus e o “Filho de Deus”, que teria sido enviado ao mundo para salvar a humanidade. Foi ridicularizado, torturado, crucificado, sepultado numa sexta feira de Abril no ano 33, e ressuscitou três dias depois (Domingo de Páscoa). 

Embora tenha pregado durante mais de dois anos nas regiões próximas da terra onde nasceu (Belém), que era uma província sob ocupação romana da Judeia (Israel), a sua influência difundiu-se enormemente ao longo dos séculos após a sua morte, ajudando a delinear o rumo da civilização ocidental e da humanidade.

o Cristo

É o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa “Ungido”. O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias.

A palavra é normalmente interpretada como sendo o apelido de Jesus, por causa das várias menções a “Jesus Cristo” nas Sagradas Escríturas. A palavra é, na verdade, um título, daí o seu uso tanto em ordem directa “Jesus Cristo” como em ordem inversa “Cristo Jesus“, significando neste último O Ungido, Jesus. Os seguidores de Jesus são chamados de cristãos porque acreditam que Jesus é o Cristo, ou Messias, sobre quem falam as profecias da Tanakh (que os cristãos conhecem como Antigo Testamento). Para os cristãos ele é o Deus vivo e  esperam pela sua Segunda vinda quando acreditam que Ele cumprirá o resto das profecias messiânicas, onde julgará individual e colectivamente os vivos e os mortos.

A expressão “Jesus Cristo” surge várias vezes nos escritos gregos da Bíblia, no Novo Testamento, e veio a tornar-se a forma respeitosa como os cristãos se referem a Jesus, o homem que, segundo os Evangelhos, passou a maior parte da sua vida em Nazaré, na Galileia (norte de Israel), sendo por isso chamado, às vezes, de Jesus de Nazaré ou Nazareno. O título Cristo, portanto, confere uma perspectiva religiosa à figura histórica de Jesus.

Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado pelos Evangelhos canônicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, pertencentes ao Novo Testamento da Bíblia. Os apócrifos do Novo Testamento apresentam também alguns relatos relacionados com Jesus. Existem também diversas obras que tentaram harmonizar o relato dos quatro Evangelhos canônicos num único relato cronologicamente coerente e elas são chamadas de “harmonias evangélicas”, sendo a mais antiga delas o Diatessarão já do século II d.C.

Esses Evangelhos narram os factos mais importantes da vida de Jesus. Os Actos dos Apóstolos contam um pouco do que sucedeu nos 30 anos seguintes após a sua “morte”. As Epístolas (ou cartas) do Apóstolo Paulo também citam factos sobre Jesus. Notícias não-cristãs de Jesus e do tempo em que ele viveu encontram-se nos escritos de Josefo,  que nasceu no ano 37 d.C.; nos de Plínio, o Moço, que escreveu por volta do ano 112; nos de Tácito, que escreveu por volta de 117; e nos de Suetônio, que escreveu por volta do ano 120.

Os Evangelhos narram que Jesus veio ao mundo para anunciar a salvação e as Bem-aventuranças à humanidade. Durante o seu ministério, é dito que Jesus fez vários milagres, como andar sobre a água, transformar água em vinho, várias curas, exorcismos (como o exorcismo na sinagoga de Cafarnaum) e ressuscitação de mortos (como a Ressurreição de Lázaro). É nesta época também, que Jesus expulsa os vendilhões do Templo, conhecido como o único relato do Evangelho onde Ele se vale da violência física para realizar seu intento.

O Evangelho de João descreve três Pessachs durante o ministério de Jesus, e isso implica dizer que Jesus pregou por pelo menos dois anos e um mês. Jesus desenvolveu o seu ministério principalmente na Galileia, tendo feito de Cafarnaum uma de suas bases evangelísticas e deslocou-se várias vezes a Tiberíades pelo Mar da Galileia. Esteve também em cidades como Samaria, na Judeia e sobretudo em Jerusalém logo antes de sua crucificação. Esteve em outros lugares de Israel, chegando a passar brevemente por Tiro e por Sidom, cidades da Fenícia.

Mandamentos

Os principais temas da pregação de Jesus foram, de acordo com os Evangelhos, o anúncio do Reino de Deus, o perdão divino dos pecados e o amor de Deus. Expostos, entre outros, nas inúmeras parábolas e acções de Jesus, no Pai-Nosso, nas Bem-aventuranças e na chamada regra de ouro. Jesus resumiu também “toda a Lei e os Profetas” do Antigo Testamento em apenas dois mandamentos fundamentais, a saber: “Amar a Deus de todo coração, de toda alma e de todo espírito e ao próximo como a ti mesmo“(Mateus 22:37-39).

Além destes ensinamentos, Jesus trouxe um novo mandamento: “que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei” (João 15:10).

De um modo geral, para os cristãos, Jesus Cristo é o protagonista de um único e intransferível acto , pelo qual o homem adquire a capacidade de deixar a sua natureza decadente, atingir a salvação, nesta e na outra vida, e voltar para Deus. Tal acto foi consumado com a ressurreição de Jesus Cristo, provando que Ele é o único que pode vencer a morte. Ele como que atraiu para si todos os erros da humanidade, ficando assim nós, perante Deus, perdoados desses mesmos erros.

A ressurreição é, portanto, o facto central do cristianismo e constitui a sua esperança soteriológica (estudo da salvação humana). Foi um acto exclusivo de uma divindade, algo que está fora do alcance do homem. De forma mais precisa, a encarnação, a morte e a ressurreição compensam os três obstáculos que separam, segundo a doutrina cristã, Deus do homem – a natureza, o pecado (erros), e a morte. A natureza divina se fez humana. Pela morte de Cristo, todos os que nele acreditam, é-lhes retirado o fardo pesado dos erros que carregam.

Jesus Cristo é também considerado a encarnação e Filho de Deus, segunda pessoa da Santíssima Trindade cristã. É Filho por Natureza, e não por adopção, o que significa que sua Divindade absoluta e sua humanidade absoluta são inseparáveis.

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