Liberdade para Youcef Nadarkhani!

O pastor Youcef Nadarkhani, de 34 anos, tornou-se um exemplo notável da perseguição religiosa no mundo, após ser preso em 2009 por protestar contra a obrigatoriedade do ensino do islamismo na escola dos seus filhos, sendo acusado de apostasia. Sobre sua actual condição, Youcef emitiu uma carta ao grupo de ajuda aos perseguidos, o “Ministério Verdade Presente”.

O seu destino agravou-se quando o Centro Americano de Lei e Justiça recebeu uma notificação de uma ordem de execução do tribunal iraniano. Mais recentemente, o advogado que esteve disposto a representar Youcef foi condenado a nove anos de prisão por “agir contra a segurança nacional”.

O caso de Youcef tem ganho atenção internacional sobre a violação de direitos humanos e da liberdade religiosa por parte do Irão, onde países importantes emitiram declarações condenando as acções do país. Os filhos do pastor, Daniel e Yoel (na foto), juntamente com sua esposa, Fatema Pasindedih, aguardam a sua liberação.

Leia em baixo a carta de Youcef, emitida ao Ministério Verdade Presente:

Saudações do vosso servo e irmão em Cristo, Youcef Nadarkhani.

Para: Todos aqueles que estão envolvidos e preocupados com minha situação actual.

Primeiro, eu gostaria de informar a todos os meus amados irmãos e irmãs que estou em perfeita saúde na carne e no espírito. E eu tento ter uma abordagem um pouco diferente dos outros durante estes dias e considerá-lo como o dia do exame e julgamento de minha fé. E durante estes dias que são difíceis para provar lealdade e sinceridade a Deus, eu estou a tentar fazer o melhor ao meu alcance para ficar bem com o que eu aprendi com os mandamentos de Deus.

Eu preciso lembrar aos meus amados, apesar do meu julgamento já fazer algum tempo, e como na carne eu desejo que esses dias terminem, ainda tenho me render à vontade de Deus.

Eu não sou nem uma pessoa política nem sei sobre a cumplicidade política, mas sei que enquanto há muitas coisas em comum entre as diferentes culturas, há também diferenças entre essas culturas ao redor do mundo que pode resultar em críticas, que na maioria das vezes a resposta a esta crítica vai ser dura e, como resultado, aumentar nossos problemas.

De vez em quando sou informado sobre as notícias que se estão a espalhar nos média sobre a minha situação actual, por exemplo, sendo apoiado por várias igrejas e políticos famosos que pediram a minha libertação, ou campanhas e actividades de direitos humanos que estão acontecendo contra as acusações que estão sendo aplicadas a mim. Eu acredito que este tipos de atividades podem ser muito úteis, a fim de alcançar a liberdade, e respeitando os direitos humanos de forma correcta pode trazer resultados positivos.

Eu quero agradecer a todos aqueles estão tentando atingir esse objectivo. Mas, por outro lado, eu gostaria de anunciar a minha discordância com as actividades insultantes que causam stress e problemas que, infelizmente, é feito com a justificação (desculpa) de defesa dos direitos humanos e da liberdade, pois os resultados são tão claros e óbvios para mim.

Eu tento ser humilde e obediente àqueles que estão no poder, a obediência à autoridade que Deus concedeu aos funcionários do meu país, e orar por eles para governar o país segundo a vontade de Deus e serem bem sucedidos em fazer isso . Porque eu sei, que desta forma, eu obedeci a palavra de Deus. Eu tento obedecer, juntamente com aqueles que eu vejo numa situação igual à minha. Eles nunca fizeram qualquer queixa, apenas deixaram que o poder de Deus se manifeste nas suas vidas, e embora às vezes lemos que eles têm usado esse direito de se defender, pois eles tinham esse direito, eu não sou uma exceção e usei todas as possibilidades e assim por diante e estou esperando o resultado final.

Então peço a todos os amados que orem por mim como a santa palavra disse. No final eu espero que a minha liberdade vai ser preparada o mais rápido possível, pois as autoridades do meu país vão fazer com o livre arbítrio de acordo com a lei e os mandamentos que são responsáveis para isso.

A graça de Deus e misericórdia sejam sobre vocês agora e para sempre. Amém.

Youcef Nadarkhani

Anúncios

A Luz na China Comunista

Liao Yiwu é um dos escritores contemporâneos mais censurados na China. No passado, ele foi preso por quatro anos após escrever o poema épico Massacre, sobre a sangrenta repressão do governo contra manifestantes na Praça da Paz Celestial, em 1989.

Recentemente, mais uma das suas obras foi censurada – Deus é Vermelho: a história secreta de como o Cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista (Editora Mundo Cristão). O livro fala do cristianismo, a maior religião formal do país – onde há cerca de 70 milhões de cristãos praticantes, apesar da tentativa do governo totalitário de banir todas as formas de fé. Em Deus é Vermelho, Liao reúne 18 entrevistas e ensaios escritos entre 2002 e 2010, que retratam a perseguição política que torturou e assassinou milhares de pessoas e destruiu templos. 

Yiwu referiu à revista VEJA que:

Eu era um simples escritor quando conheci um médico cristão na região montanhosa da China, que era vice-presidente de um hospital local e praticava a medicina há mais de 15 anos. Ele me contou que decidiu assumir que era cristão ao governo e acabou perdendo seu cargo. Quando o encontrei, ele realizava por conta própria uma cirurgia de catarata com o auxílio de apenas duas pessoas, que seguravam as lâmpadas para ajudá-lo. Com ele aprendi muito sobre o cristianismo. Fiquei curioso para saber como era possível uma fé estrangeira encontrar caminho e crescer em localidades tão isoladas, onde a modernização ainda não havia chegado. Nesses cantos remotos, descobri um ponto central, onde o Oriente encontrou o Ocidente. Embora tenha havido um choque de culturas, existe agora uma nova identidade cristã que é distintamente chinesa.

Sinopse do Livro:

Na China comunista, sob o regime de Mao Tsé-tung, todas as práticas religiosas foram banidas. O comunismo tornou-se a religião nacional e Mao foi entronizado, deificado e adorado. Apenas a igreja oficial era permitida, mas em seus cultos, apenas palavras de honra e louvor ao regime e ao líder Mao. Mas debaixo de tanta opressão, a semente do cristianismo brotou e floresceu.

Deus é vermelho percorre pequenos vilarejos e grandes cidades, trazendo narrativas emocionantes e assombrosas sobre dezenas de milhões de cristãos chineses que vivem a fé debaixo do duro regime socialista.

Indo de casa em casa, reunindo-se porões e sótãos, vivendo à margem da religião oficial do Estado, assim caminham os cristãos chineses. Correndo perigo de prisão, castigos e até morte, assim vivem os que desafiam o regime para manter e cultivar a fé em Jesus Cristo.

Conversas sussurradas, códigos cifrados, bíblias e material evangelístico contrabandeados, assim o evangelho é pregado cotidianamente. Deus é vermelho é o relato tocante e desafiador de uma Igreja viva que cresce e floresce no regime mais fechado do planeta.

Liao Yiwu traz nesta obra uma perspectiva nova sobre a força e a importância do Evangelho para pessoas simples e abnegadas, mas que morrerão sem negar o Autor de sua fé.

A luz na Arábia Saudita

A Arábia Saudita é um dos países islâmicos mais resistentes ao cristianismo no mundo, de acordo com informações da missão Portas Abertas. O país está entre os que mais cometem violência e perseguição religiosa contra os cristãos. Mas, apesar de toda a repressão, o evangelho tem chegado à região e cada vez mais pessoas se têm convertido à fé cristã.

O país está localizado na região onde o islamismo surgiu, há aproximadamente 1400 anos, desde então o sistema jurídico do Estado é baseado na Sharia, a lei islâmica, que define a dissidência ou conversão a outra religião diferente da oficial, como um crime grave. Na Arábia Saudita há uma polícia especial para fiscalização dessa lei, que é a Mutaween, ou polícia religiosa. É ela que prende os cristãos quando descobertos nos seus cultos clandestinos.

Apesar de toda perseguição e do posicionamento ostensivo e radical dos líderes islâmicos, como o que aconteceu com um jornalista que foi condenado por blasfêmia, por ter postado uma mensagem no Twitter sobre Maomé…

Porém, mesmo com toda repressão o evangelho tem chegado ao país e várias pessoas se têmconvertido, como foi o caso de Fátima Al-Matayri, que aceitou Jesus como seu Senhor e Salvador após ter conhecido o evangelho através da internet. Através do mesmo veículo ela publicou sobre a sua conversão em alguns blogs. A jovem mulher, de apenas 26 anos, teve sua língua cortada pelo irmão e o seu corpo incendiado até a morte, pelo próprio irmão. Ele pertencia à Comissão Nacional para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, cujo posicionamento é semelhante ao do governo, ou seja, totalmente contra a religião cristã.

A boa notícia é que nem as leis dos homens nem as trevas repressivas do Islão puderão impedir que a Palavra de Deus chegue a todos os confins da Terra.

O Racismo, a Cruz e o Cristão

O racismo, o ódio ao estrangeiro e o sentimento de superioridade racial têm sido elementos trágicos da condição humana, no mundo inteiro. E cada vez que esses elementos se manifestam, encontramos por trás deles, bem na raiz do pecado racial, um coração escuro, duro e incrédulo que resiste à Graça e à misericórdia de Deus.

O evangelho de Jesus Cristo é a única esperança de chegarmos a soluções de facto significativas para  a questão e o problema racial. É isso que John Piper nos mostra no seu livro: O Racismo, a Cruz e o Cristão: A Nova Linhagem em Cristo”.

Além de confessar seus próprios pecados e sua experiência pessoal com tensões raciais, ele conta também como Deus tem transformado a sua vida. Piper expõe aos olhos dos leitores a realidade e a extensão do racismo e, a seguir, demonstra, a partir das Escrituras, como a luz do evangelho atravessa as trevas sombrias desse pecado tão (auto)-destrutivo. Veja o vídeo abaixo onde ele conta seu testemunho:

Repressão no Bangladesh

 

O território do Bangladesh localiza-se a leste da Índia e ocupa as planícies cortadas pelos rios Ganges e Brahmaputra. Cerca de 85% da população (de 160 milhões) professa o Islão e a maioria dos muçulmanos é sunita. Entre os primeiros cristãos que chegaram a Bangladesh, no século XVI, figuravam missionários católicos. Entretanto, foi o ministério do missionário protestante William Carey, iniciado em 1795, que impactou profundamente o país.

Os cristãos enfrentam oposição dos seus familiares e da comunidade. A polícia discrimina os cristãos e os pastores são vítimas de ameaças e violência. A influência dos clérigos muçulmanos é forte em muitas dessas comunidades. Os novos convertidos tornam-se, assim, vítimas da perseguição e são socialmente marginalizados. Em muitos casos são agredidos, proibidos de ter acesso aos poços artesianos das vilas e coagidos a renunciar à sua fé.

Embora o Estado apoie publicamente e formalmente a liberdade de religião, os ataques a minorias religiosas e étnicas continuam a ser um grave problema neste país onde 46% das crianças estão subnutridas.


Mártires do Séc. XXI

Novos ataques contra cristãos mataram este fim de semana mais de duas dezenas de pessoas na Nigéria e no Quénia. O atentado mais mortífero visou a universidade de Kano, no norte nigeriano, numa celebração com numerosos estudantes. No outro ataque, perpetrado numa igreja da capital queniana, Nairobi, morreram pelo menos seis pessoas e um número indeterminado de outras ficaram feridas.

Três terroristas em motocicletas lançaram bombas de fabrico caseiro e, posteriormente, dispararam contra fiéis cristãos em fuga junto a um anfiteatro ao ar livre em Kano, matando pelo menos 20 pessoas. As suspeitas apontam o grupo islamita Boko Haram, responsável por vários atentados no norte do país, dos quais resultaram mais de um milhar de mortos desde 2009.

No ataque de Nairobi, uma granada foi lançada para a multidão pouco depois do início de uma celebração da Igreja Internacional da Casa do Deus dos Milagres. Ninguém reclamou a autoria do ataque, mas a polícia atribuiu atentados semelhantes ao al-Shebab, milícia islamita somali com ligações à al-Qaeda.


A situação actual na Malásia

A constituição do país prevê liberdade religiosa, mas concede aos governos federal e estadual o poder de “controlar e/ou restringir a propagação de qualquer doutrina ou crença religiosa entre os muçulmanos”. Além disso, a constituição define todos os cidadãos malaios como muçulmanos.

Grupos de minorias religiosas têm permissão para praticar a sua fé, mas nos últimos anos, estes reclamam da parcialidade das leis do país, baseadas na sharia (legislação islâmica), que, ao serem aplicadas, principalmente em questões religiosas e familiares, favorecem mais os muçulmanos do que os não muçulmanos. Mesmo os muçulmanos que por alguma razão se desviaram dos princípios do islamismo sunita são submetidos a períodos de “reeducação ou reabilitação” em centros de ensino sustentados pelo governo.

A população respira uma certa liberdade política, embora esta liberdade seja gozada mais pelos muçulmanos do que por outros grupos. A legislação malaia proíbe que um muçulmano se converta a outra religião. Qualquer pessoa que for apanhada a evangelizar um muçulmano pode ser multada e presa por um período que pode ir até aos dois anos. Os malaios, que são o maior grupo étnico, são muçulmanos na sua maioria e têm o direito de receber instrução religiosa islâmica nas escolas, enquanto nenhuma outra religião pode ser ensinada.