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Testemunho de um jovem ex-ateu

Por Jonathan Walter

Com 2 anos e meio de idade contraí uma doença chamada meningite tipo C. Eu poderia ficar paraplégico e talvez morrer, havendo uma pequena possibilidade de sobreviver sem sequelas. Minha mãe não queria me ver vivendo com problemas de saúde e enquanto estávamos no hospital ela teve o seguinte sonho/visão olhando para Jesus ela me entregava, pedindo que Ele me levasse, para que eu não precisasse sofrer mais. No mesmo instante, Jesus me empurrou de volta para ela, como quem dizia “agora não é a hora”, e pouco tempo depois o médico ligou para o quarto dizendo à minha mãe que a meningite havia estacionado e que eu iria sobreviver sem sequela alguma.

Cresci ouvindo essa história e nunca questionara a existência de Deus até então. Quando passei para o ensino médio conheci um garoto que se dizia ateu, e que veio a se tornar meu amigo também. Aos poucos, os questionamentos começaram a surgir, e através de textos e vídeous ateístas, acabei decidindo por abandonar minha crença em Cristo ou qualquer coisa que fosse relacionada a Ele, bem como a Igreja e a Bíblia, apesar de que nunca havia lido-a anteriormente.

Em meados de 2008 (cerca de 1 ano após eu ter abandonado minha fé), um garoto da minha classe se converteu e começou a frequentar a Primeira Igreja Batista de Curitiba. Ele começou então a realizar uma espécie de “intervalo vida”, que acontecia uma vez por semana. Todos os meus amigos estavam participando, e como eu gostava de conversar sobre assuntos relacionados a Deus, principalmente para argumentar contra eles, decidi participar também. Eu respeitava a visão e a opinião transmitida pelos “líderes” do grupo, mas não tinha a intenção de seguir os mesmos princípios e pensar da mesma maneira, pois continuava acreditando que a igreja só servia para alienar as pessoas e que era tudo uma grande mentira/conspiração.

Foi então que em 2009 minha mente começou a mudar, e parei para refletir: “O que eu ganho não acreditando em Deus?”. Na realidade, eu queria muito acreditar, mas não conseguia, pois era muito difícil crer em um Deus que eu não podia tocar, ouvir ou sentir. Então começei uma oração dizendo: “Deus, eu não acredito em você ainda, mas eu quero muito acreditar, apenas não consigo, então faça alguma coisa”.

A partir desse ponto, e aos poucos, Ele foi realmente me mostrando que estava ali me ouvindo, e assim minha fé em Deus começou a ressurgir das cinzas. Nesse tempo o garoto que liderava o grupo se tornou meu amigo e começou a me convidar para ir à igreja dele, mas relutei por várias semanas. Em maio de 2009 decidi dar uma chance à igreja novamente, e naquele dia lembro que me surpreendi totalmente. Nunca esquecerei a cena, onde eu, ajoelhado, aceitei a Jesus Cristo como meu único e suficiente Salvador.

Convencido, mas ainda não convertido, só decidi dedicar minha vida verdadeiramente para Cristo no retiro de jovens daquela igreja que aconteceu 2 meses depois. Eu fazia parte de uma banda e o meu primeiro passo de obediência a Deus foi decidir trocar todas as letras que eu compunha por letras cristãs, falando sobre aquilo que eu estava vivendo no começo de minha caminhada cristã. Meu colégio promovia anualmente um festival de bandas, no qual minha banda antiga sempre acabava perto das últimas colocações. Não vejo isso como uma troca, mas Deus me deu um presente incrível, após trocar as letras, naquele mesmo ano, nossa banda recebeu o prêmio de melhor banda alcançando o primeiro lugar.

Hoje, ainda sendo transformado, estou na faculdade e faço parte do ministério OQC? (O que é cristianismo?). O grupo tem como objetivo alcançar cristãos e não-cristãos sempre pregando a Palavra de Deus de forma clara e sem levar embutido nenhuma “placa de igreja”. Nos reunimos duas vezes por semana, com uma média de 30 a 50 pessoas de várias denominações. Agradeço a Deus por este ministério, pois tem me ajudado muito a crescer em várias áreas de minha vida, pregando e ouvindo a Palavra de Deus. Além disso, também faço parte do ministério de louvor dos Jovens e Adolescentes da PIB de Curitiba, e sempre que possível, participo das viagens missionárias também, pois gosto muito. Sei que não preciso fazer nada para conquistar o amor de Deus, mas por Ele me amar tanto, não consigo fazer outra coisa senão me dedicar ao máximo por Ele.

Liberdade para Youcef Nadarkhani!

O pastor Youcef Nadarkhani, de 34 anos, tornou-se um exemplo notável da perseguição religiosa no mundo, após ser preso em 2009 por protestar contra a obrigatoriedade do ensino do islamismo na escola dos seus filhos, sendo acusado de apostasia. Sobre sua actual condição, Youcef emitiu uma carta ao grupo de ajuda aos perseguidos, o “Ministério Verdade Presente”.

O seu destino agravou-se quando o Centro Americano de Lei e Justiça recebeu uma notificação de uma ordem de execução do tribunal iraniano. Mais recentemente, o advogado que esteve disposto a representar Youcef foi condenado a nove anos de prisão por “agir contra a segurança nacional”.

O caso de Youcef tem ganho atenção internacional sobre a violação de direitos humanos e da liberdade religiosa por parte do Irão, onde países importantes emitiram declarações condenando as acções do país. Os filhos do pastor, Daniel e Yoel (na foto), juntamente com sua esposa, Fatema Pasindedih, aguardam a sua liberação.

Leia em baixo a carta de Youcef, emitida ao Ministério Verdade Presente:

Saudações do vosso servo e irmão em Cristo, Youcef Nadarkhani.

Para: Todos aqueles que estão envolvidos e preocupados com minha situação actual.

Primeiro, eu gostaria de informar a todos os meus amados irmãos e irmãs que estou em perfeita saúde na carne e no espírito. E eu tento ter uma abordagem um pouco diferente dos outros durante estes dias e considerá-lo como o dia do exame e julgamento de minha fé. E durante estes dias que são difíceis para provar lealdade e sinceridade a Deus, eu estou a tentar fazer o melhor ao meu alcance para ficar bem com o que eu aprendi com os mandamentos de Deus.

Eu preciso lembrar aos meus amados, apesar do meu julgamento já fazer algum tempo, e como na carne eu desejo que esses dias terminem, ainda tenho me render à vontade de Deus.

Eu não sou nem uma pessoa política nem sei sobre a cumplicidade política, mas sei que enquanto há muitas coisas em comum entre as diferentes culturas, há também diferenças entre essas culturas ao redor do mundo que pode resultar em críticas, que na maioria das vezes a resposta a esta crítica vai ser dura e, como resultado, aumentar nossos problemas.

De vez em quando sou informado sobre as notícias que se estão a espalhar nos média sobre a minha situação actual, por exemplo, sendo apoiado por várias igrejas e políticos famosos que pediram a minha libertação, ou campanhas e actividades de direitos humanos que estão acontecendo contra as acusações que estão sendo aplicadas a mim. Eu acredito que este tipos de atividades podem ser muito úteis, a fim de alcançar a liberdade, e respeitando os direitos humanos de forma correcta pode trazer resultados positivos.

Eu quero agradecer a todos aqueles estão tentando atingir esse objectivo. Mas, por outro lado, eu gostaria de anunciar a minha discordância com as actividades insultantes que causam stress e problemas que, infelizmente, é feito com a justificação (desculpa) de defesa dos direitos humanos e da liberdade, pois os resultados são tão claros e óbvios para mim.

Eu tento ser humilde e obediente àqueles que estão no poder, a obediência à autoridade que Deus concedeu aos funcionários do meu país, e orar por eles para governar o país segundo a vontade de Deus e serem bem sucedidos em fazer isso . Porque eu sei, que desta forma, eu obedeci a palavra de Deus. Eu tento obedecer, juntamente com aqueles que eu vejo numa situação igual à minha. Eles nunca fizeram qualquer queixa, apenas deixaram que o poder de Deus se manifeste nas suas vidas, e embora às vezes lemos que eles têm usado esse direito de se defender, pois eles tinham esse direito, eu não sou uma exceção e usei todas as possibilidades e assim por diante e estou esperando o resultado final.

Então peço a todos os amados que orem por mim como a santa palavra disse. No final eu espero que a minha liberdade vai ser preparada o mais rápido possível, pois as autoridades do meu país vão fazer com o livre arbítrio de acordo com a lei e os mandamentos que são responsáveis para isso.

A graça de Deus e misericórdia sejam sobre vocês agora e para sempre. Amém.

Youcef Nadarkhani

A Luz na China Comunista

Liao Yiwu é um dos escritores contemporâneos mais censurados na China. No passado, ele foi preso por quatro anos após escrever o poema épico Massacre, sobre a sangrenta repressão do governo contra manifestantes na Praça da Paz Celestial, em 1989.

Recentemente, mais uma das suas obras foi censurada – Deus é Vermelho: a história secreta de como o Cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista (Editora Mundo Cristão). O livro fala do cristianismo, a maior religião formal do país – onde há cerca de 70 milhões de cristãos praticantes, apesar da tentativa do governo totalitário de banir todas as formas de fé. Em Deus é Vermelho, Liao reúne 18 entrevistas e ensaios escritos entre 2002 e 2010, que retratam a perseguição política que torturou e assassinou milhares de pessoas e destruiu templos. 

Yiwu referiu à revista VEJA que:

Eu era um simples escritor quando conheci um médico cristão na região montanhosa da China, que era vice-presidente de um hospital local e praticava a medicina há mais de 15 anos. Ele me contou que decidiu assumir que era cristão ao governo e acabou perdendo seu cargo. Quando o encontrei, ele realizava por conta própria uma cirurgia de catarata com o auxílio de apenas duas pessoas, que seguravam as lâmpadas para ajudá-lo. Com ele aprendi muito sobre o cristianismo. Fiquei curioso para saber como era possível uma fé estrangeira encontrar caminho e crescer em localidades tão isoladas, onde a modernização ainda não havia chegado. Nesses cantos remotos, descobri um ponto central, onde o Oriente encontrou o Ocidente. Embora tenha havido um choque de culturas, existe agora uma nova identidade cristã que é distintamente chinesa.

Sinopse do Livro:

Na China comunista, sob o regime de Mao Tsé-tung, todas as práticas religiosas foram banidas. O comunismo tornou-se a religião nacional e Mao foi entronizado, deificado e adorado. Apenas a igreja oficial era permitida, mas em seus cultos, apenas palavras de honra e louvor ao regime e ao líder Mao. Mas debaixo de tanta opressão, a semente do cristianismo brotou e floresceu.

Deus é vermelho percorre pequenos vilarejos e grandes cidades, trazendo narrativas emocionantes e assombrosas sobre dezenas de milhões de cristãos chineses que vivem a fé debaixo do duro regime socialista.

Indo de casa em casa, reunindo-se porões e sótãos, vivendo à margem da religião oficial do Estado, assim caminham os cristãos chineses. Correndo perigo de prisão, castigos e até morte, assim vivem os que desafiam o regime para manter e cultivar a fé em Jesus Cristo.

Conversas sussurradas, códigos cifrados, bíblias e material evangelístico contrabandeados, assim o evangelho é pregado cotidianamente. Deus é vermelho é o relato tocante e desafiador de uma Igreja viva que cresce e floresce no regime mais fechado do planeta.

Liao Yiwu traz nesta obra uma perspectiva nova sobre a força e a importância do Evangelho para pessoas simples e abnegadas, mas que morrerão sem negar o Autor de sua fé.

A luz na Arábia Saudita

A Arábia Saudita é um dos países islâmicos mais resistentes ao cristianismo no mundo, de acordo com informações da missão Portas Abertas. O país está entre os que mais cometem violência e perseguição religiosa contra os cristãos. Mas, apesar de toda a repressão, o evangelho tem chegado à região e cada vez mais pessoas se têm convertido à fé cristã.

O país está localizado na região onde o islamismo surgiu, há aproximadamente 1400 anos, desde então o sistema jurídico do Estado é baseado na Sharia, a lei islâmica, que define a dissidência ou conversão a outra religião diferente da oficial, como um crime grave. Na Arábia Saudita há uma polícia especial para fiscalização dessa lei, que é a Mutaween, ou polícia religiosa. É ela que prende os cristãos quando descobertos nos seus cultos clandestinos.

Apesar de toda perseguição e do posicionamento ostensivo e radical dos líderes islâmicos, como o que aconteceu com um jornalista que foi condenado por blasfêmia, por ter postado uma mensagem no Twitter sobre Maomé…

Porém, mesmo com toda repressão o evangelho tem chegado ao país e várias pessoas se têmconvertido, como foi o caso de Fátima Al-Matayri, que aceitou Jesus como seu Senhor e Salvador após ter conhecido o evangelho através da internet. Através do mesmo veículo ela publicou sobre a sua conversão em alguns blogs. A jovem mulher, de apenas 26 anos, teve sua língua cortada pelo irmão e o seu corpo incendiado até a morte, pelo próprio irmão. Ele pertencia à Comissão Nacional para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, cujo posicionamento é semelhante ao do governo, ou seja, totalmente contra a religião cristã.

A boa notícia é que nem as leis dos homens nem as trevas repressivas do Islão puderão impedir que a Palavra de Deus chegue a todos os confins da Terra.

O Racismo, a Cruz e o Cristão

O racismo, o ódio ao estrangeiro e o sentimento de superioridade racial têm sido elementos trágicos da condição humana, no mundo inteiro. E cada vez que esses elementos se manifestam, encontramos por trás deles, bem na raiz do pecado racial, um coração escuro, duro e incrédulo que resiste à Graça e à misericórdia de Deus.

O evangelho de Jesus Cristo é a única esperança de chegarmos a soluções de facto significativas para  a questão e o problema racial. É isso que John Piper nos mostra no seu livro: O Racismo, a Cruz e o Cristão: A Nova Linhagem em Cristo”.

Além de confessar seus próprios pecados e sua experiência pessoal com tensões raciais, ele conta também como Deus tem transformado a sua vida. Piper expõe aos olhos dos leitores a realidade e a extensão do racismo e, a seguir, demonstra, a partir das Escrituras, como a luz do evangelho atravessa as trevas sombrias desse pecado tão (auto)-destrutivo. Veja o vídeo abaixo onde ele conta seu testemunho:

Projecto Joshua

“Ide, fazei discípulos todos os povos” (Mateus 28:19)

Até ao ano de 2010 9.803 grupos étnicos, 2.840.000.000 de seres humanos (42,4% da população mundial), nunca ouviram as Boas-Novas de Jesus Cristo nem do amor que Deus tem para lhes dar. A maioria destas pessoas vive neste planeta em condições de pobreza, fome, miséria, violência e injustiça, sem ter uma luz que os guie e que lhes dê a verdadeira felicidade, e significado para as suas vidas. Como se não bastasse a esmagadora maioria delas, morrem sem serem salvas e sem conhecerem a Verdade. Não é a política do Homem que puderá mudar o estado de coisas que impera neste mundo cada vez mais cinzento e triste, pois se assim fosse, todo o mal do mundo já teria sido extinguido, partindo do principio que todos nós desejamos paz e dignidade para os que não as possuem. Se todos queremos o mesmo, porque é que as coisas não só não mudam como pioram a cada dia que passa? Só o Mestre e Criador do Universo puderá mudar o rumo deste mundo, e é ai que entram os seus filhos missionários.

O Projecto Joshua, iniciado em 1995 nos EUA, através do seu site, apresenta um mapa pormenorizado de todas as etnias, tribos e povos que vivem ainda na escuridão espiritual, ou que procuram a luz pelos meios errados. Apresenta também o fruto do trabalho de milhares de missionários que deixam o conforto das suas vidas, para se dedicarem aos outros, passando a Palavra da Salvação e este enorme tesouro que Deus tem preparado para todos nós e que todos os cristãos conhecem.