A situação actual na Malásia

A constituição do país prevê liberdade religiosa, mas concede aos governos federal e estadual o poder de “controlar e/ou restringir a propagação de qualquer doutrina ou crença religiosa entre os muçulmanos”. Além disso, a constituição define todos os cidadãos malaios como muçulmanos.

Grupos de minorias religiosas têm permissão para praticar a sua fé, mas nos últimos anos, estes reclamam da parcialidade das leis do país, baseadas na sharia (legislação islâmica), que, ao serem aplicadas, principalmente em questões religiosas e familiares, favorecem mais os muçulmanos do que os não muçulmanos. Mesmo os muçulmanos que por alguma razão se desviaram dos princípios do islamismo sunita são submetidos a períodos de “reeducação ou reabilitação” em centros de ensino sustentados pelo governo.

A população respira uma certa liberdade política, embora esta liberdade seja gozada mais pelos muçulmanos do que por outros grupos. A legislação malaia proíbe que um muçulmano se converta a outra religião. Qualquer pessoa que for apanhada a evangelizar um muçulmano pode ser multada e presa por um período que pode ir até aos dois anos. Os malaios, que são o maior grupo étnico, são muçulmanos na sua maioria e têm o direito de receber instrução religiosa islâmica nas escolas, enquanto nenhuma outra religião pode ser ensinada.


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